72. O que há de errado com os circos e rodeios?

72. O que há de errado com os circos e rodeios? 
 
Tratar animais como objetos para nossa diversão é tratá-los sem  o respeito que eles merecem. Quando degradamos os mamíferos mais  inteligentes desta maneira, nos agimos como nossos ancestrais  agiram em séculos passados. 

Eles não sabiam nada a respeito da inteligência, sensibilidade,  emoções e necessidades sociais;  eles só' viam feras brutas.  Continuar essas velhas tradições, mesmo se não houvesse  crueldade envolvida, significa que insistimos em permanecer  ignorantes e insensíveis. 

Mas a crueldade existe e é inerente nesses espetáculos. Nos  rodeios, não há exibição a menos que o animal esteja assustado  ou sentindo dor. Nos circos, os animais sofrem mais antes e  depois do espetáculo. Eles suportam as punições durante o  treinamento e são sujeitos a sofrimento físico e emocional  durante o transporte. 

Eles são forcados a viajar dezenas de milhares de quilômetros a  cada ano, às vezes em calor ou frio extremos, com tigres  vivendo em jaulas apertadas e elefantes acorrentados em  ambientes empoeirados. Para os donos de circo, os animais são  apenas mercadorias de consumo, que são substituídas quando estão 
gastas. 
DVH 

David Cowles-Hamar escreveu da seguinte maneira em seu livro  "The Manual of Animal Rights": 

Como era previsível, muita "persuasão" é necessária para  conseguir esses espetáculos, e para atingir esse objetivo, os  circos empregam várias técnicas. Essas técnicas incluem a privação  de alimento, privação de companhia, intimidação, mordaças,  focinheiras, drogas, sistemas de punição e recompensa, correntes,  chicotadas, espetadas, choques e o barulho das armas de fogo … 

Os animais de circo sofrem problemas mentais e físicos similares  aos animais de zoológico, exibindo o estereotipo do  comportamento associado a esses problemas … Sintomas físicos  incluem feridas das algemas, herpes, doenças no fígado e nos rins,  e às vezes morte … Vários dos animais ficam tanto fisicamente 
como mentalmente adoecidos. 
DG 

O rodeio, como importado do rodeio americano, consiste em  competições de amarrar, se manter montado e dirigir animais.  Apesar de o publico só' testemunhar os mais ou menos 8  segundos em que os animais são expostos, há centenas de horas  de treinamento não-supervisionado. 

Também, o estresse de viagens constantes, normalmente em  veículos sem ventilação apropriada, e praticas descuidadas de  retirada dos veículos, alimentação e limpeza dos animais durante  a viagem contribuem para uma vida de miséria para esses animais. 

Como a metade da pontuação do peão é baseada nos pinotes do  cavalo ou boi, os peões provocam os pinotes puxando uma tira  que é amarrada bem apertado em volta do lombo do animal.  Choques elétricos e esporas também são usadas para estimular o  comportamento bravio. 

As feridas vão desde arranhões e ossos quebrados até a  paralisia, traquéias rompidas e morte. As espinhas dorsais dos  novilhos podem se quebrar quando são forcados à uma parada  súbita a quase 50 km/h. A pratica de jogar esses animais no chão  durante esses eventos já causou a ruptura dos órgãos internos, 
levando a uma morte lenta e agonizante. 

O Dr. C. G. Haber, um veterinário com 30 anos de experiência  como inspetor de carnes do Departamento de Agricultura dos  EUA, declarou:  "O pessoal do rodeio manda seus animais para  esses lugares de abate onde … eu tenho visto o gado tão  extensivamente maltratado que as únicas partes onde a pele ainda  estava presa ao corpo era a cabeça, o pescoço, as pernas e a  barriga. Tenho visto animais com seis a oito costelas quebradas,  na espinha e às vezes perfurando os pulmões. Tenho visto  quantidades de dois a três galões de sangue acumulado sob a pele  arrancada." 
JSD

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