Perguntas e Respostas

56 Há alguma coisa errada em consumir mel?

56 Há alguma coisa errada em consumir mel? 

Abelhas morrem na produção de mel, e no pior caso, a colméia  inteira pode ser destruída se o apicultor não estiver disposto a  protegê-las em caso de clima frio ou frente fria. 

Não é todo apicultor que faz isso, mas a pratica comum é que se  considera todos os seres viventes como objetos meramente  materiais que não tem valor intrínseco por si próprios além do  valor comercial nos pudermos extrair deles. 

A inseminação artificial das abelhas envolvendo a morte do zangão  é a pratica comum para a geração de novas abelhas-rainhas. O  método praticado na obtenção de esperma do zangão é  arrancando a cabeça do inseto (a decapitação provoca um  impulso elétrico em seu sistema nervoso que causa uma resposta  sexual). A parte de baixo do zangão decapitado é então  espremida para fazer sair o esperma. O liquido resultante é 
colhido em uma seringa hipodérmica. 
MT 

[Alguns fatos sobre a apicultura no Brasil são que: 

1) As abelhas que produzem mel são "importadas", ou seja,  não pertencem a fauna brasileira. Eles tem provocado um enorme  impacto na sobrevivência de espécies nativas de abelhas e vespas,  devido a competição por pólen e néctar. Talvez muitas dessas  espécies nativas já foram extintas devido a ganância dos produtores  de mel. 

2) Alguns apicultores matam parte dos zangões, para aumentar a  eficiência, alegando que os zangões não "trabalham" apenas  comem o mel. A ciência ainda não descobriu se os zangões tem  alguma função na colméia, além de fecundar a rainha (o que  ocorre uma vez por ano). 

3) Dependendo das condições climáticas, a produção de mel pode  ser baixa. Nesse caso o apicultor não deve retirar todo o mel, pois  durante o inverno as abelhas vão precisar dessa reserva. Entretanto,  alguns apicultores gananciosos retiram todo o mel. Resultado: morte  na certa de toda a colméia durante o inverno ou períodos de chuvas  prolongados. 

4) Para perpetuação da espécie, as abelhas costumam criar uma  nova rainha (ou melhor, uma princesa). Isso ocorre no final do  inverno. Então, a princesa pode tornar-se a nova rainha da colméia,  expulsando a atual ocupante do trono, ou pode migrar. Nas duas  situações elas levam consigo simpatizantes, ou seja, uma boa 
parte da população da colméia. Resultado: menos abelhas  operárias, menor produção de mel. Solução de alguns apicultores:  matar a princesa, quando esta ainda está na forma larval (que é  facilmente identificável). Em agosto é o mês de revistar as colméias  para caçar as princesinhas (em forma de larva). 

5) Em 1999, apareceu no Brasil uma nova técnica para produção  de pólen (que tem uma vem tendo uma demanda crescente no  mercado). Eles forçam (artificialmente) as abelhas a extraírem  apenas o pólen das flores (as abelhas necessitam do pólen e do  néctar: o pólen é a fonte de proteína e o néctar, que resulta no mel,  é a fonte energética). Resultado: num raio de 8 km, que é o  alcance das abelhas africanizadas, as abelhas extraem todo o  pólen existente nas flores, fazendo com que todas as outras  espécies de insetos que necessitam de pólen morram do fome,  incluindo as abelhas africanizadas de outros apicultores vizinhos 
que produzem mel da maneira tradicional. 

6) No meio da floresta há muitos animais silvestres que se alimentam de mel e abelhas. Exemplo: tatus e iraras. Há apicultores que  instalam armadilhas, capturam e matam estes mamíferos, alegando  prejuízos. 

Germano Woehl Jr.] 

Veja também:  22, 39 – 41 

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