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Jane Goodall PDF Imprimir E-mail

Sua comida preferida é bananas: a de muitos africanos é chipamzé

A primeira coisa que você aprende quando almoça com a famosa primatologista Jane Goodall, de 66 anos, é que que na verdade ela quase não come. Vegetariana estrita, Goodall pediu um prato de legumes e levou a maior parte para seu quarto no hotel, para não desperdiçar dinheiro com comida à noite. A segunda coisa que você aprende é que ela não admite desperdícios. Quando deixei legumes no meu prato, ela perguntou se podia levar os meus também. Sem problemas.

Goodall, serena e quase etérea, é a Madre Teresa do mundo dos símios. Ela não vive pela comida, e sim pelos chimpanzés.

Natural de Londres, Goodall descobriu a África em 1957, aos 23 anos. Suas observações silenciosas de chimpanzés na reserva Gombe, na Tanzânia, alteraram a definição do próprio animal humano. Entre suas descobertas, está a de que chimpanzés têm pensamentos, personalidade e sentimentos. Quarenta anos e 17 livros depois, ela conquistou o direito de descansar sobre os louros. Mas não há descanso para esta mulher incansável, que usa seu eterno rabo-de-cavalo e não mudou nada desde os vinte anos. Através do Instituto
Jane Goodall, ela está numa cruzada febril para salvar seus animais da extinção. 

-- Temos apenas uma janelinha [de tempo] -- diz ela, tristemente.

Segundo ela, a culpa não é das madeireiras. Goodall diz que a maioria dessas empresas pratica o corte sustentável e não o desflorestamento; em vez de arrasarem a floresta, cortam árvores selecionadas de determinado tamanho e a certa distância umas das outras. Os verdadeiros culpados são os próprios povos africanos.

Ela explica que os africanos nunca desenvolveram o gosto por animais domesticados. Nunca foi lucrativo criar galinhas e gado. Em vez disso, os africanos querem carne silvestre, e isso não mudou com a urbanização. Carne silvestre é qualquer coisa que se mova numa floresta. Gorilas, macacos e micos, elefantes, duikers (um tipo de antílope), porcos-espinho, ratos
selvagens, porcos do mato, galinhas d'Angola e lagartos. Dizem que a carne dos primatas e porcos-espinho é doce. Os membros mais ricos da classe média chegam a patrocinar caçadas de gorilas, de tão valorizada é sua carne. Embora seja ilegal matar espécies em perigo de extinção, a lei quase nunca é cumprida.

A maior demanda de carne silvestre vem das dezenas de milhares de pessoas das regiões madeireiras. O trabalho nas madeireiras é como um ímã: um único empregado pode arrastar consigo uma dúzia de familiares que também têm de ser alimentados no acampamento. Em risco de extinção ou não, tudo o que se mexe vira comida.

Um milhão de toneladas de animais selvagens é eliminado todo ano da floresta, principalmente por caçadores profissionais com armas automáticas. Até animais que se reproduzem rapidamente, como duikers e ratos selvagens, são caçados em volume não sustentável.

-- Eles os retalham, defumam e levam pelas estradas das madeireiras -- diz Goodall, desaprovadoramente. -- Quem tenta impedir que estes açougueiros usem as estradas é ameaçado de morte. Muitas vezes as pessoas nem sabem que animal estão comendo!

Recompondo-se por um instante, ela prossegue:

-- As estradas das madeireiras chegaram a regiões antes inacessíveis. Os pigmeus, que só caçavam para si mesmos, agora caçam por dinheiro. Só matavam o que precisavam, e nunca tiravam a vida de uma mãe. Agora, matam indiscriminadamente, porque recebem armas e são pagos por quantidade.

Segundo Goodall, os moradores da África estão comendo seu próprio futuro. Quando os animais selvagens se forem, os povos da floresta passarão fome. E sem os animais, o turismo será coisa do passado.

_______
 

A história abaixo é contada por Jane Goodall, em seu livro "My Life with the Chimpanzees"

"Eu gostaria de contar para vocês uma história real. É sobre um chimpanzé chamado Old Man. Ele foi comprado por um zoológico na America do Norte quando era um adolescente. Não conhecemos sua história. Talvez ele tivesse vivido antes em um laboratório ou um circo. Mas ele odiava gente. Ele foi posto para viver numa ilha com três fêmeas adultas. Ele se deu bem com elas. Uma das fêmeas teve um bebê. Old Man era o pai.      Naquela época, um jovem chamado Marc Cusano conseguiu um emprego para tomar conta dos chimpanzés. Todo mundo o advertiu sobre como os chimpanzés eram perigosos. E, realmente, chimpanzés adultos em cativeiro freqüentemente são perigosos porque muitos não foram bem tratados. Então Marc não desembarcava na ilha com a comida dos chimpanzés. Em vez disso, ele remava seu barquinho até a ilha e jogava a comida na praia. 

Mas Marc também passava parte do seu tempo observando os chimpanzés. Ele viu como Old Man era gentil com o bebê. Ele viu como, quando eles estavam felizes na hora das refeições, abraçavam-se e beijavam-se de alegria. E percebeu que criaturas fantásticas eram os chimpanzés. Um dia ele decidiu que queria ter um relacionamento melhor com eles. Então começou a tentar fazer amizade. Todos os dias, ele aproximava o barco mais e mais, até o dia em que ele pôde entregar uma banana nas mãos de Old Man. Finalmente chegou o dia em que ele ousou descer do barco. Old Man deixou que Marc o penteasse. E algumas vezes, os dois brincavam juntos. As três fêmeas eram menos sociáveis, mas elas não se importavam que Marc desembarcasse na sua ilha.

 Mas, um dia, Marc escorregou e caiu. O bebê estava perto e se assustou. Ele gritou de medo e sua mãe, achando que Marc havia causado algum mal à criança, saltou sobre ele e começou a morder seu pescoço. Marc sentiu o sangue descer. Antes que pudesse ficar em pé, as outras duas fêmeas uniram-se no ataque. Uma mordeu seu braço, outra sua perna. Ele sentiu sua mão ficar dormente. Pensou que aquilo era o fim. Ele jamais conseguiria escapar.

Mas então Old Man veio correndo ajudá-lo. Ele agarrou as fêmeas, uma depois da outra, e as arrancou de cima de Marc, colocando-as para correr. Marc começou a se arrastar para o barco. Old Man ficou próximo, ao seu lado, ameaçando as fêmeas sempre que elas tentavam atacar de novo.

Finalmente, Marc conseguiu escapar da ilha. Old Man havia salvo a sua vida. Essa história me ensinou bastante. Se um chimpanzé pode estender a mão para salvar um humano, então certamente, nós humanos podemos estender a mão e tentar ajudar os chimpanzés e todas as outras criaturas com as quais vivemos no mundo hoje."

Goodall, Jane 1934-

      My life with the chimpanzees / Jane Goodall / 1996 /
      Byron Preiss Visual Publications, Inc., New York /
      First published 1988
      156 pp.

      1. Goodall, Jane (1934-). 2. Chimpanzees. 3. Gombe
      Stream National Park, Tanzania. I. Title.

      ISBN 0-671-56271-1                       CDD 599.8844

 

The Bushmeat Crisis
Dyan Machan, Forbes Magazine, 11.13.00

Tradução: Beatriz Medina

   

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