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Sócrates (?470-399 a.C.) PDF Imprimir E-mail

Lembre-se Sócrates: Não Coma Animais
de John C. Champagne

Por que é tão difícil, aparentemente impossível, para nossa imprensa "responsável" transmitir as inquietudes do tipo que Sócrates levantava, segundo se vê na República de Platão:

Sócrates: Não requereria este hábito de comer animais que abatêssemos animais que reconhecemos como indivíduos, em cujos olhos vemos a nós mesmos refletidos, poucas horas antes de nossa refeição?

 Sócrates - Museu do Louvre

Glauco: Este hábito requereria isto de nós.

Sócrates: Nos impediria isto [o conhecimento de nosso papel em transformar um ser em uma coisa] de alcançar a felicidade?

Glauco: Poderia nos deter em nossa busca da felicidade.

Sócrates: E, se seguimos esse tipo de vida, não teremos necessidade de consultar um médico com mais freqüência?

Glauco: Teríamos tal necessidade.

Sócrates: Se continuamos com nosso hábito de comer animais e se nosso vizinho segue um caminho semelhante, não teremos necessidade de entrar em guerra contra nosso vizinho para garantir pastagens maiores, porque as nossas não serão suficientes para nos sustentar e nosso vizinho não teria uma necessidade semelhante de declarar-nos guerra pela mesma razão?

Glauco: Seríamos compelidos a isso.

Sócrates: Estes fatos não nos impediriam de alcançar a felicidade e, portanto, as condições necessárias para construirmos uma sociedade justa, se dermos vazão ao nosso desejo de comer animais? 

Glauco: Sim, nos impediriam. 

Hoje, os recursos requeridos para sustentar este estilo de vida desperdiçador ("dieta" é em grego "modo de vida") incluem enormes quantidades de energia (leia-se "petróleo") para fertilizantes, pesticidas, antibióticos, refrigeração, bombeamento de água etc. Portanto, hoje declaramos guerra para conservar nosso acesso às fontes de petróleo, mas o ponto assinalado por Sócrates há 2500 anos permanece relevante ainda hoje. Mas, não ouvimos falar sobre estas preocupações referidas por ele há tantos anos. Por que será?

Originalmente apresentado no newsgroup Usenet rec.food.veg em 18 de novembro de 1994 por John Champagne ( Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo ).

Sócrates nasceu em Atenas, provavelmente no ano de 470 a.C., e tornou-se um dos principais pensadores da Grécia Antiga. Filho de Sofrônico, escultor, e de Fenáreta, parteira, tentou seguir a mesma profissão de seu pai enquanto jovem. Aprendeu Música e Literatura, mas dedicou-se inteiramente à meditação e ao ensino filosófico, sem
 Sócrates no leito de morte, Jacques-Louis David, 1787

recompensa alguma. Não se sabe ao certo quem foram seus professores de Filosofia.

O que se sabe é que Sócrates conhecia as doutrinas de Parmênides, Heráclito, Anaxágoras e dos sofistas. Desde jovem Sócrates ficou conhecido pela sua coragem e pelo seu intelecto. Serviu ao Exército, desempenhou alguns cargos políticos e foi sempre modelo irrepreensível de bom cidadão. Quanto à família podemos dizer que Sócrates não teve, por certo, uma mulher ideal na quérula Xântipe; mas também ela não teve um marido ideal no filósofo, ocupado com outros cuidados que não os domésticos. Sócrates gostava de ir a simpósios, sessões de convívio acompanhadas de bebida. Era um bebedor de renome, conhecido por permanecer sóbrio mesmo quando todos na festa já estavam completamente embriagados.

Quanto à política, foi ele valoroso soldado e rígido magistrado. Mas, em geral, conservou-se afastado da vida pública e da política contemporânea, que contrastavam com o seu temperamento crítico e com o seu reto juízo. Julgava que devia servir a pátria conforme suas atitudes, vivendo justamente e formando cidadãos sábios, honestos, temperados - diversamente dos sofistas, que agiam para o próprio proveito e formavam grandes egoístas, capazes unicamente de se acometerem uns contra os outros e escravizar o próximo.

Entretanto, a liberdade de seus discursos, a feição austera de seu caráter, a sua atitude crítica, irónica e a consequente educação por ele ministrada, criaram descontentamento geral, hostilidade popular, inimizades pessoais, apesar da sua probidade. Diante da tirania popular, bem como de certos elementos racionários, aparecia Sócrates como chefe de uma aristocracia intelectual. Esse estado de ânimo hostil a Sócrates concretizou-se, tomou forma jurídica, na acusação movida contra ele por Meleto, Anito e Licon, três figuras importantes da época: de corromper a mocidade, negar os deuses da pátria introduzindo outros e de "pesquisar debaixo do solo e pelos céus", algo considerado na altura como um desafio aos deuses. A defesa que Sócrates faz de si próprio é um libelo contra os que o julgam. Digno, não pede para ser perdoado. Nesses termos, não resta saída para o tribunal que, na verdade, só pretendia refrear suas atividades. A sua morte é declarada. As autoridades faziam vistas grossas, mas Sócrates, cidadão ateniense, preferiu não fugir. - ver O Julgamento de Sócrates.

Tendo que esperar mais de um mês a morte no cárcere, o discípulo Criton preparou e propôs a fuga ao Mestre. Sócrates, porém, recusou, declarando não querer absolutamente desobedecer às leis da pátria. E passou o tempo preparando-se para o passo extremo em palestras espirituais com amigos e admiradores. Suas últimas palavras dirigidas aos discípulos, depois de ter sorvido tranqüilamente a cicuta, foram: "Devemos um galo a Esculápio". É que o deus da medicina tinha-o livrado do mal da vida com o dom da morte. Morreu Sócrates em 399 a.C. com 71 anos de idade, em Atenas.


   

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